Da série, viagem inesperada- À procura de neve Parte Final: Pousada Vale das Trutas e a neve!!!!

Seguindo a viagem pela Estrada do Rio das Antas, e já em São José dos Ausentes, e com o sol já indo embora, resolvemos pernoitar na Pousada Vale das Truta, que, como o nome sugere, fica em um Vale no caminho e onde vc pode pescar, comprar ou saborear trutas!!!! 🙂 🙂 🙂

Enfim, iríamos comer trutas!

Já havíamos estado na Pousada Vale das Trutas a alguns anos atrás. Depois disso ela ficou “famosinha”, já que o elenco de uma das novelas da Globo teria ficado hospedados por lá, durante gravações em São José dos Ausentes.

Pousada

A pousada é formada por várias cabaninhas e, na frente delas, ficam os tanques de trutas, onde você pode pescar, no melhor estilo pesca e pague. Lembro que da última vez que estivemos por lá, eu “alimentei” alguns peixes com as minhas iscas, já que pescar que é bom mesmo não consegui as criancinhas estavam conseguindo!… pelo menos deixei os peixes mais fortes e gordos para os demais! Mas a minha frustração de pescadora é porque sou péssima mesmo, porque os tanques são bem cheios e estava todo mundo conseguindo.

Dessa vez, chegamos já ao anoitecer e o frio desencorajou a equipe de pescadores de supermercado.

A hospedagem nas cabanas custou R$ 75.00 por pessoa (éramos quatro) e, sinceramente, a hospedagem deixou muito a desejar! 😦

Confesso que não me lembro de, na última vez que estivemos por lá, ter sido ruim (tanto que voltamos), mas acho que não estava frio, ou as coisas mudaram e a estrutura piorou, ou eu fiquei mais exigente, ou uma mistura de todas as coisas! 🙂

Mas vamos aos fatos:

As cabanas são feitas de madeira (ok) que. ao que tudo indica, não tem nenhuma proteção específica para o frio. No frio de São José dos Ausentes (às vezes as temperaturas chegam perto de zero inclusive na primavera!), isso significa que o ambiente fica bastante gelado. Somasse a isso as aberturas que não são bem vedadas (sim, entra vento) e pronto! Para os menos acostumados ao frio e até para os acostumados, se torna uma geladeira muito desagradável.

A cabana é formada por dois quartos: num está uma cama de casal e no outro duas de solteiro. Há uma cozinha pequena, junto à sala, com lareira e um banheiro, além da “sacadinha” aberta na frente da cabana.

O mobiliário do quarto de solteiro (o nosso), que é bem simples (até aí tudo bem), está BEM desleixado, com muitas “pichações” na madeira de hospedes mal educados, o que não ajuda no cenário.

O banheiro, que é um item que eu prezo MUITO, também deixou a desejar. Para começar é um banheiro pequeno, com louça escura e privada daquelas de puxar a cordinha (ok, isso é loucura da minha cabeça hehehehe).  Mas quanto aos aspectos práticos, a pia do banheiro não tem água quente! Só se você for a São José dos Ausentes no Inverno saberá o que isso significa… o chuveiro confesso que eu não entendi, pois tem a possibilidade de elétrico e a gás, tudo junto no mesmo box pequenininho…por medo do frio, a galera matou o banho da noite, então vou ficar devendo a experiência na prática.

A cozinha/sala: A cozinha é pequenininha mas relativamente equipada, mas não cozinhamos então tb vou ficar devendo essa experiência prática. A única coisa que senti falta foi de taças para vinho, mas consegui emprestado no restaurante do Hotel. O fogão estava problemático e apagava sozinho, permanecendo o gás ligado e vazando… então já viu né: fogão problemático mais cabana de madeira…  A sala tem um lareira, a geladeira, uma mesinha com quatro cadeiras de madeira e uma tv pequena, que passa dois canais com imagem má o menos, Globo e SBT.

Acomodações

A lareira: Bem, vc pode dizer, “ok, a cabana não tem proteção para o frio, mas tem lareira!” Seria uma maravilha, se não fosse pelo fato de que lareira é mal projetada (de alvenaria, muito baixa e com o “bojo” para fora da cabana), sendo que o calor acaba se perdendo e a cabana não fica tão quente quanto poderia. Antes a lareira era de ferro e ficava inteiramente para dentro da cabana, o que ajudava no aquecimento, agora é essa para fora… Além disso, a lenha é cobrada a parte, R$ 10,00 por pacote, o que, no mínimo, é antipático.

Em minha defesa e da minha chatice, tenho para dizer que no café da manhã encontramos uma família que estava indo embora da pousada no primeiro dia, muito embora tenha reservado por mais tempo, porque não tinha aguentado o frio e a falta de estrutura do local…

E em defesa da pousada, o restaurante, que é terceirizado, é bom, então vale parar para o almoço ou jantar (mediante reserva), já que as porções são bem servidas e a truta, como não poderia deixar de ser, é fresquinha e deliciosa. Na janta, a truta saiu por R$ 20,00 cada (frita, grelhada ou defumada), acompanhada de arroz, salada e batata.

E o mais importante de tudo, foi lá que vimos neve!!!

Sim, minha gente, às 07 da manhã fomos acordados por turista felizes da vida gritando “neve” “neve” neve”…e não foi pouca coisa! Olha a  “nevasca” de colocar o Canadá no chinelo exagero! hehehehehe

Cai neve!!!
Cai neve!!!
Com direito a Boneco de neve!!!
Com direito a Boneco de neve!!!
Juntinho na neve!!!
Juntinho na neve!!!

No final das contas, só nevou significativamente em São José dos Ausentes, o que fez valer a pena a nossa estadia na pousada.  Depois da neve, a temperatura baixou bastante e abriu um dia liiiindo apesar de gelado. Neve agora, só ano que vem! 🙂

Bem agradável na praça de Cambará do Sul
Bem agradável na praça de Cambará do Sul

Da série, viagem inesperada- À procura de neve Parte 2: De São Joaquim a São José dos Ausentes

São Joaquim fica a uns 60 quilômetros de Urubici.

Pedacinho de São Joaquim
Pedacinho de São Joaquim

A cidade é famosa pelas baixas temperaturas no Inverno e por isso, é figurinha carimbada no Jornal Nacional nessa época do ano. A cidade lota de turistas a procura da neve em solo nacional e o ponto de encontro do povo todo é em frente ao Centro de Informações ao Turista (CIT).

Um aparte: Na minha modesta opinião, falta muito charme ao prédio do CIT de São Joaquiim. Definitivamente ele está mais para um prédio público da década de 80 do que para um CIT que faça jus ao ”glamour” que se espera de uma cidade cujo a principal fonte de turismo é exatamente a neve… E cá entre nós, brasileiro acha a neve muito chic…uma coisa meio Alpes Suíços hehehehe Então o CIT poderia contribuir mais com esse imaginário e ser mais bonitinho #prontofalei!

Ó o Centro de Informações de Turistas ao Fundo! Confesso que nâo reparei se o boneco de neve continua lá, já que essa foto é de 2006!
Ó o Centro de Informações de Turistas ao Fundo! Confesso que nâo reparei se o boneco de neve continua lá, já que essa foto é de 2006!

No dia que passamos por lá (era um domingo) estava abarrotado de turistas, sendo que havia apenas 2 pessoas (pelo que vi) para prestar informações. Pelo menos tinha uma quantidade razoável de mapas e uma lareirinha amiga dentro do estabelecimento e as informações que nos prestaram se demonstram corretas no decorrer da viagem! 🙂

A última vez que dormimos em São Joaquim, foi em 2006, e paramos numa pousada familiar ótima! Como faz bastante tempo e na época não lembrei de anotar o nome, vou ficar devendo…mas ela tinha até uma lareirinha no quarto (amo lareira no quarto!!!)

Lareirinha no quarto me representa!
Lareirinha no quarto me representa!
O Dé mandando ver no café-da-manhã colonial da pousada!! Café da manhã bom nos representa! :)
O Dé mandando ver no café da manhã colonial da pousada!! Café da manhã bom nos representa! 🙂

Se alguém reconhecer a pousada e lembrar do nome, pleeeeease Caixa de Comentários!!! 🙂 🙂 🙂

Contudo, a cidade tem várias opções desse tipo de hospedagem, além dos Hotéis-Fazenda das redondezas. A única dica que deixo é: reserve! Em especial se houver notícia de possibilidade de neve ou frio intenso. A cidade enche meeeesmo de turistas nessas ocasiões e acabar dormindo no carro, definitivamente, não é uma boa com frio intenso!

Além do frio, São Joaquim é famosa pela produção de maçã. No inverno as maçãs já foram colhidas mas, vc isso não significa que vc não vai encontrar umas pelo caminho para bater foto! 🙂

O Dé sendo obrigado a bater a foto comigo na maça :)
O Dé sendo obrigado a bater a foto comigo na maça 🙂

Sair de São Joaquim em direção a São José dos Ausentes, não é tarefa fácil! Não há placas pelo cidade (alôôô pessoal do CIT!!) e conseguimos achar o caminho correto na base das informações prestadas pelos moradores que encontramos no percurso somados a um certo conhecimento da região.

Importante!!! Importante!!!!! Importante!!!

A estrada que eu conheço e que liga as duas cidades/Estados (Estrada Geral do Rio das Antas) é de terra/cascalho, não tem acostamento, nem tão-pouco placas indicativas ou iluminação.Isso não significa que ela é intrafegável. Muito pelo contrário! Encontramos vários carros de passeio comuns pelo caminho, além de, claro, caminhonetes e os jipeiros que curtem bastante a região. Além disso pelo caminho você passará por pequenas propriedades rurais, ou seja, não é uma estrada totalmente erma. Ao final, você chegará em Cambará do Sul, cidade vizinha de São José dos Ausentes, que também não deixa nada a desejar no quesito frio.

Além disso, a estrada é linda, com vistas muito bacanas da região.

Assim, pergunte no Centro de Informações ao Turista as condições atuais da estrada, antes de tomar a decisão de seguir por ela, pois as chuvas interferem absurdamente nas condições da pista e você não quer que sua busca por neve acabe numa total indiada, certo?!

Ainda, se você não conhece MUITO bem a região, aconselho fortemente NÃO viajar de noite por ela. A estrada é cheia de bifurcações não sinalizadas pelo caminho. Assim, permaneça sempre na “via principal”, ou seja, a estrada que lhe parecer maior e mais “movimentada”…eu sei que a coisa parece ser meio intuitiva, mas na minha opinião é! Então vá com tempo claro de sobra, para se perder à vontade, caso contrário durma em São Joaquim ou São José e vá no outro dia.  Conheço uma opção de hospedagem e restaurante no meio do caminho, a Pousada Vale das Trutas, que conto a nossa experiência no próximo post!

Da série, viagem inesperada- À procura de neve Parte 1: Urubici em Santa Catarina!!!!!

Esse final de semana resolvemos ir a Florianópolis para a formatura de um primo do Dé. Também já aproveitei para resolver umas questõezinhas do casório, mas isso é assunto para outro post!

Chegamos à Santa Catarina na quinta-feira, abaixo de um calor de 28 graus, em pleno mês de Julho! E eu lá deprimida porque não tinha levado um shortinho na mala…

Pois bem, na sexta-feira o tempo começou a mudar, de noite já começou a chuva e no sábado já estava um friozinho bom… Nada que desanimasse a churrascada de formatura, que estava ótima e foi em Santo Antônio de Lisboa, um bairro lindo em Florianópolis.

Quando foi domingo o frio persistia e eis que veio a notícia da forte possibilidade de neve nas Serras Gaúcha e Catarinense. Os meteorologistas estavam falando em 90% de chance de neve, mas sabe como são os meteorologistas…

Como bons brasileiros que adoram uma neve em solo nacional, decidimos retornar à Porto Alegre passando por São Joaquim, nas esperança de ver a bendita neve.

Saindo de Florianópolis optamos por pegar a estrada que passa pela cidade de Santo Amaro da Imperatriz, que é famosa por suas águas termais… Como estávamos apertados no tempo , nossa parada para almoço foi em Urubici, cidade a uns 170 kilômetros de Florianópolis,  já no alto da Serra Catarinense.

A cidade de Urubici em si não tem muitas atrações e está muito longe das opções turísticas e gastronômicas de outras cidades turísticas invernais, como Gramado e Canela. Acho que os atrativos maiores do Município ficam nos Hotéis Fazenda da região, fora da cidade.

Aliás, a região de Urubici reserva paisagens lindas, como a famosa Pedra Furada, que pode ser avistada do Morro da Igreja, um dos pontos mais altos de Santa Catarina:

A Pedra Furada, ao vivo, eu nunca vi, porque quando estive lá na última vez a Pedra Furada estava assim:

Eu e a Pedra Furada ao fundo... :) (Foto de 2006)
Eu e a Pedra Furada ao fundo… 🙂 (Foto de 2006)

Mas todos garantem que ela é como na primeira foto! 🙂

A Cachoeira do Avencal também fica no caminho para São Joaquim

A cachoeira!! :)
A cachoeira!! 🙂

Na hora do almoço tentamos achar um restaurante para comer um truta, peixe de água fria, típico da região que é uma delícia!

Mas  não fomos felizes na tentativa. As únicas opções que localizamos, fora as churrascarias do caminho, foram dois restaurantes de comida a Quilo. Como já era quase 14h30min da tarde, foi na comida a quilo mesmo, comida honesta mas não era uma truta… Aliás, nós entramos no restaurante e eles fecharam as portas, encerrando o expediente! 😛

O restaurante escolhido foi o Zeca’s Bar, que serve truta na chapa, mas só de noite… O restaurante fica na Av. Adolfo Konder, que é a principal Rua da cidade, no n. 522. A comida caseira estava vem gostosa. Como chegamos no final do expediente a reposição dos alimentos no buffet ficou devendo, mas no custo-benefício foi aprovado. Gastamos entorno de 16 reais por pessoa, sem bebida.

(Vou ficar devendo a foto do restaurante…já disse que sou péssima fotógrafa?! 😛 )

A outra opção de almoço à quilo fica na mesma avenida é oferecida pelo Urubici Park Hotel e o local estava bem movimentado.

Ao que tudo indica, o forte da cidade está no turismo rural, nos diversos Hotéis Fazenda e pousadas que passamos no caminho.

Logo na saída de Urubici, na estrada em direção a São Joaquim, é possível apreciar algumas inscrições rupestres entalhadas na Rocha, bem como apreciar a cidade de um mirante do alto do morro.

Como nosso destino final era o Rio Grande do Sul e estávamos com pressa, dessa vez não paramos nessas funções turistóides e  de Urubuci rumamos  para São Joaquim, cidade ainda no estado de Santa Catarina, conhecida pela plantação de maçãs e pela neve!!! 🙂 🙂 🙂