Capadócia: Como chegar, onde ficar e um pouquinho de história

Oi pessoal!

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Embora só tenha ficado “famosa” no Brasil após uma novela da Globo, a região a muito desperta a curiosidade (e amores ❤ ) de viajantes ao redor do mundo.

Localizada na região da Anatólia Central, a Capadócia (Kapadokya, em turco), ficou famosa, pela sua formação rochosa característica, de uma espécie de calcário não muito rígido, que dá ao lugar uma verdadeira cara de “lua”. Por ser uma encruzilhada de rotas comerciais, a região foi habitada por diversos povos, que se valiam da maleabilidade do solo para construir desde cavernas de moradia até verdadeiras cidades subterrâneas.

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Não me pergunte como conseguiram chegar ali… 😛

No seu passado mais recente, tinha característica predominantemente agrícola, com criação de cabras e hortaliças. Como o inverno é rigoroso, as famílias produziam somente no verão e no inverno se dedicavam a confecção de tapetes, daí a origem dos famosos tapetes turcos da região da Anatólia Central. 😉

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Inclusive, era hábito das famílias que o filho mais velho se mudasse para algum país desenvolvido, especialmente a Alemanha, através de um convênio de trabalho entre os dois países, o que explicou, pelo menos para mim 😛 , a grande comunidade turco-alemã. 🙂

Então a regra era essa: um filho ia para um país de “primeiro mundo” e mandava dinheiro para o resto da família, que por sua vez tocava a fazenda com aquele dinheiro… para vocês terem uma ideia, ter um cavalo era um luxo! (Gente, eu entendi tudo isso com o meu parco inglês, conversando com os turcos que cruzaram o meu caminho! Parabéns para mim! 😀 )

Com o boom dos passeios de balão, a realidade da comunidade mudou. Aliás, me contaram que tudo começou com um casal de holandeses que se encantou pela Turquia e teve a ideia de oferecer o passeio… e anos depois venderam a empresa por alguns $$$$ 😀 . Hoje praticamente não há mais famílias que vivem exclusivamente da produção agrícola.  O turismo emprega 99,9% da comunidade local e aquele êxodo de turcos para a Alemanha praticamente não existe mais.

Hoje a região é super adaptada ao turismo e opções de entretenimento não faltam.

Como chegar

Para chegar optamos por voar com a Turkish Airlines para o aeroporto de Kayseri, pois era a passagem com o melhor preço e melhor horário disponível. O aeroporto fica a cerca de 1 hora de Göreme, cidade que optamos por fazer base.

Vista de Göreme
Vista de Göreme

Há também o aeroporto de Neveshir, que fica bem mais próximos (algo como 10 quilômetros de Göreme), mas tem menos horários de vôos partindo de Istambul e as passagens estavam beeeem mais caras.

Seja qual for o aeroporto, você pode combinar um transfer com o seu Hotel ou então, ao desembarcar, contratar com algum dos motoristas que ficam aguardando no desembarque e te largam no centrinho…. Optamos pelo transfer do Hotel, mas por uma falha de comunicação, acabamos entrando num desses “transfer” de aeroporto, mas no fim deu tudo certo! 🙂

Algumas pessoas optam por ficar na cidade de Uçhisar (pronuncia-se “uquiçar”), também na região, mas como que só conheci “de longe”, não posso dar maiores dicas…

Uçhisar de longe... :)
Uçhisar de longe… 🙂

A verdade é que fiquei muito feliz de ter optado por Göreme, tanto pelo Hotel que escolhemos, quanto pela opção de restaurantes da cidade e facilidade de locomoção para fazer os passeios por conta própria, já que não sou muito fã de tour organizado.

Quanto a alugar um carro, esse não costuma ser meu modo favorito de viajar, então não me ligo muito no assunto. Mas fui informada pelo pessoal que alugava motos, que não há posto de gasolina na cidade de Göreme (e de fato, não vi nenhum), então se eu quisesse abastecer a minha moto (estava cogitando o aluguel de uma), teria que ir numa cidade vizinha…ou devolver com o tanque vazio e eles encherem para mim, cobrando um valor que, na época, achei meio elevado pelo litro da gasolina (não, não aluguei a moto).

Então se você vai alugar carro, se esclareça quanto ao preço do combustível e local dos postos de gasolina, para não ter uma surpresa desagradável no meio do “deserto”.

O nosso Hotel

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Bem, eu queria ter a experiência de ficar em um hotel-caverna de verdade, mas que não fosse os “olhos” da cara! 😀 Na região, há alguns hotéis que “imitam” as cavernas, mas não são construções realmente escavadas na rocha…a vantagem desse tipo de quarto para os de “caverna de verdade” é que costumam ser mais espaçosos e ter mais estrutura que os que são, digamos assim, mais originas.

Acabamos optando pelo Hotel Kelebek, que eu simplesmente adorei e super recomento! Acabamos ficando no quarto-caverna mais simples de todos, mas com banheiro privativo (tem com banheiro compartilhado também)…o quarto e o banheiro eram um pouco pequenos, mas bem limpos e tinha uma janelinha que dava para o corredor do hotel, o que reduzia uma eventual sensação de claustrofobia. Havia outros quartos no hotel que não eram na caverna, além de outros quartos-cavernas maiores, mas optamos pelo mais barato.

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Dando um “confere” na Bat-Caverna

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O pessoal do Hotel, desde a reserva até o nosso check-out, foi MUITO atenciosos.

Explicaram todas as possibilidades turísticas da região, nos “ensinaram” como chegar nas cidades subterrâneas sem a necessidade de tour, muito embora eles oferecessem esse passeio pela agência do hotel; através deles contratamos e pagamos o passeio de balão (e havia mais de uma opção de empresa e $$$),e, além disso, ofereceram um passeio opcional gratuito: café da manhã orgânico em uma fazenda próxima do Hotel, de uma família local. A receptividade do pessoal, a paisagem da região e as delicias turcas fizeram desse um dos meus passeios favoritos! Sem falar que ganhamos um espumante da região de mimo pela lua de mel! ❤ 🙂

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Café da manhã orgânico…não deixem de participar! ❤
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❤ ❤

O restaurante do hotel é bem bacana:  o chá e o café (“de verdade”, como eles dizem…não café solúvel) eram à vontade para os hóspedes; a comida e o café da manhã eram bons; e o atendimento de primeira, tanto do gerente, quanto dos atendentes. Eles até se animaram em provar o nosso chimarrão! 😛 Em troca, ganhamos um “gole” da bebida alcoólica de nome indefinido que eles mesmos haviam produzido…que lembrava um espumante meio sem gás, mas bem gostoso! 😀

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Restaurante
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Café da manhã

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#Chimarrãopelomundo 🙂

Sem contar que o hotel tem uns lounges com almofadas, onde você tem uma vista linda para a cidade e para os balões! Tem também piscina, mas dessa nem passamos perto devido ao frio…no verão, deve ser uma boa pedida! 😛

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Descansar é preciso… 😛
Tomar chá, também é preciso!
Tomar chá, também é preciso!

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Então, tá, agora não tem mais desculpa para não ir à Capadócia! No próximo post  conto como foi o famoso passeio de balão e otras cositas mas!

Um comentário sobre “Capadócia: Como chegar, onde ficar e um pouquinho de história

  1. Pingback: Capadócia e os passeios de balão: Dicas Práticas | Carol na Web

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