O Grande Bazar – Guia prático de como sobreviver (e negociar)

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Em 2014 o clube de futebol Fenerbahçe, como vocês podem perceber, tinha sido campeão! 😀

Se tem um lugar que dá para sentir a “alma” turca, nem que seja para “turista ver”, esse lugar é o Grande Bazar. Apesar de lotado, gostei tanto de lá, que fui duas vezes! 😀 #aconsumista

O Grande Bazar

A primeira coisa que você precisa saber é que o Grande Bazar faz jus ao nome e é MUITO grande! Há diversas “alas” do mercado, dividida em partes mais novas e partes mais velhas. Tem até uma mesquita lá dentro! :O

Tipo isso!
Mapa do Grande Bazar…eu disse que era grande! 🙂

Então se você gostou de alguma coisa, a não ser que você tenha bastante tempo e disposição ou seja super localizado (não é o meu caso), compre! Porque é bem provável que você não ache a lojinha depois… 😀

E quanto a comprar…

Eu não me considero uma pessoa consumista, raramente compro em viagens, mas é difícil resistir aos encantos dos artesanatos do Grande Bazar.

O lugar é simplesmente gigantesco e tem uma infinidade de produtos, desde o famoso olho grego/turco, passando por luminárias e tapetes, até jóias carerézimas incrustadas de diamantes.

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Ó a pessoa já com a sacolinha na mão! 😀

Quanto às jóias, sério, quando eu vi achei que fosse tudo strass (#apobre), até porque na minha cabeça Porto Alegrense jamais teria tanta joalheria assim, na moleza pro assalto, no meio do “Mercado Público”. Depois descobri que aquele é um dos pontos de comércio mais caros de toda a Istambul! Quando vi os preços astronômicos em Euro, me convenci de que era tudo de verdade mesmo…e a mulherada comprando!

Muito Ouro!!! :D :D
Muito Ouro!!! 😀 😀

Momento Carol também é cultura!

No mundo árabe, caso as mulheres se “separem” ou fiquem viúvas, elas não tem direito a nadica de nada do patrimônio dos seus maridos. A única coisa que são delas são as jóias que ganharem/comprarem. Então, por isso, as joalherias no mundo árabe bombam…nada mais é do que uma poupança feminina! 😉

Voltando à minha humilde realidade….

Tem muita coisa made in china? Tem, como em todo o lugar do mundo.

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Mas pesquisando bem, você pode achar bastante coisa típica, como as luminárias, os tapetes (tive uma aula de tapetes!), as pashminas (cujos preços variam muito, conforme a qualidade e origem…e nesse caso, você leva o quanto paga!).

Essas Narguilas são mais decorativas...olha que lindeza!
Essas Narguilas (shishas ou water pipe) são mais decorativas…olha que lindeza!

Dicas espertas de como comprar no Grande Bazar!

1) A negociação corre solta dentro do Bazar.

Você DEVE pechinchar meeeeeesmo, a não ser que você queira pagar mais pelas coisas!

O guia do Loney Planet, edição 2014,  que usei MUITO na viagem, dizia que essa prática estava em desuso no Bazar. Aí cheguei na humildade só perguntando o preço… quando disse que não estava interessada por umas xícaras lindas (e eu só não levei, porque recém tinha chegado, sabe como é, sair se “atirando”… 😀 ), ouvi do vendedor: “Me dê o seu preço!”

Pra quê!!! Você não pode dizer isso para uma latina “sem dinheiro no Banco e vinda do interior” como eu!  Moral da história, comprei as xícaras por 20 liras a menos que o Europeu que foi atendido antes de mim! 😉

Tem de tudo...
Tem de tudo…

Para dar outro exemplo, fui comprar uma peça para a minha Narguila (vale MUITO apena comprar uma em Istambul), e a negociação começou com o vendedor querendo me oferecer o tal apetrecho por 50 liras turcas e acabei comprado por 5, sim meus amigos, CINCO liras! 😀  Esse foi meu recorde!

Eu blogando em frente à peçinha superfaturada!
Eu blogando em frente ao apetrecho superfaturado…esse onde está o carvão!

2) Vale a pena chegar no horário de abertura do Bazar e sair comprando.

Isso porque os vendedores tem uma superstição de que precisam fechar a primeira venda o quanto antes para ter um dia “auspicioso”. Então, a negociação é facilitada…fui negociar um vaso com um vendedor e ele me disse que faria o preço X porque era a primeira venda…achei que era história, fui dar uma pesquisada, e quando voltei para comprar ele queria me vender por um preço beeeem maior…e ainda foi grosseiro. Moral da história, me emburrei e não levei! 😀

De tudo meeeesmo!
De tudo meeeesmo!

Já em outra lojinha fui a “primeira venda” e, além de pagar mais barato, o vendedor me pediu “licença” para fazer um ritualzinho rápido de “primeira compra”…ai ele fez tipo uma “oração/cântico” enquanto me “batia” com as notas de dinheiro que eu havia entregado pela compra…. pagando menos, que mal têm! 😀

3) Terceira dica é levar dinheiro trocado.

Usei algumas vezes a técnica do “só tenho isso de dinheiro” e tirava as minhas notinhas trocadas e esmagadas de dentro do bolso… e dizia que era o último dinheirinho que tinha (algumas vezes, era verdade mesmo! 😛 )…e ainda dizia que tinha que descontar o valor do Tram… aí já tirava umas moedas do bolo… também lembrava que eu era latina americana, sem dinheiro no Banco… os vendedores, em contrapartida, sempre tinham um “primo” em São Paulo ou em Belo Horizonte…conversa vai… conversa vem…olhar de choro…e assim ia…

Moral da história, numa lojinha levei 03 pachiminas LINDAS com um super desconto, usando só o dinheiro que eu tinha no bolso (e nesse caso, era o última dia de viagem e não tinha meeesmo mais dinheiro! 😛 )… e o vendedor ainda me disse que ia tentar tirar a diferença da minha compra na próxima! o.O

4) Outra dica é, às vezes, acenar com alguma coisa em dólareu tinha uns 5 dólares no bolso e foi o necessário para fechar mais uma compra!

Parada para o chá... e o André com cara de "essa mulher não pára de comprar!" :)
Parada para o chá no Bazar… e o André com cara de “O que deu nessa mulher?! Não pára de comprar!” 🙂

5) A outra coisa engraçada foi ver eles negociando comigo e não com o André.

Como é da cultura deles, a tendência era sempre dirigir a palavra para o André…como sei que o Dé não teria a MENOR paciência de fazer nem um terço do meu chororô, acabava eu me metendo na conversa e tomando a frente da negociação…e sempre era engraçado ver as reações dos vendedores (já contei aqui sobre o “the boss”). Mas como business é business, ninguém se acanhava e dá-lhe negócios! 🙂

6) Se você realmente não tiver interessado e sair da loja, o vendedor pode sair correndo atrás de ti, fazendo mais ofertas de desconto… aconteceu comigo mais de uma vez.

7) O vendedor, ao final, SEMPRE vai fazer uma cara emburrada do tipo, “fiz o pior negócio da minha vida… leva esse treco de uma vez!”faz parte do jogo.

Minha impressão geral dessa história toda:

A verdade é que como permanecemos por um bom período na cidade, começamos a ter noção de quanto cada coisa valia, o que facilitava um pouco a negociação… também já dava para diferenciar um pouco o que era mercadoria “pega-turista”… o que dava para negociar… o que era made in china…e o que era turco mesmo e o que nos interessava.

Vale a pena ir no Bazar?

Sim, vale muito! Nem que seja para ter história para contar, só para olhar ou tomar um Çay (chá), que rola solto entre os vendedores.

É divertido negociar no Grande Bazar?

É…pelo menos nas primeiras compras. Confesso que depois de um tempo fica cansativo e você sempre sai com a impressão de que podia ter pago menos… talvez o vendedor fique com a impressão de que você podia ter pago mais….

Já mais pro final do dia, já estava cansada e deixei de fazer compras para não ter que entrar em “combate” com o vendedor…se você se sentir assim, das duas uma: ou você encara que vai pagar um pouco mais (e relaxa! Você está de férias! 😉 ), ou deixa para depois.

De qualquer forma, tem coisas lindas no bazar e os preços, independente das negociações, são muito convidativos…tanto que a maioria das pessoas não negocia nada, só sai comprando.

Essas dica de “negociar tudo” vale para outras áreas na cidade?

Pelo que pude ver não! Tentei num outro Bazar, o Arasta Bazar, ao lado da Mesquita Azul e não deu certo…nas lojas de rua, tirando as de tapete, não vi abertura para a prática…algumas até tem plaquinhas dizendo “Não negociamos, não insista!”. #ok

Na Capadócia também encontramos artesanatos com o preço bem convidativo e lá também era possível negociar.

E você? Teve experiência com compras no Grande Bazar? Conseguiu negociar? Tem dicas de técnicas? Eu sou a única doida que negocia tudo? o.O

Deixa aí nos comentários! 😉

 

4 comentários sobre “O Grande Bazar – Guia prático de como sobreviver (e negociar)

  1. Ana Carolina

    Me chamo Ana Carolina, e gostaria de ir com meu namorado para a Turquia em Abril 2016.

    Gostaria de saber se os conflitos estão influenciando o turismo, e se está perigoso …
    obrigada.

    1. Oi Ana Carolina! A Turquia é um destino lindo! Você não irá se arrepender! 🙂 Quanto aos conflitos, não sei exatamente a qual deles você está se referindo (guerra na Síria, no Iraque, o problema do Estado Islâmico, etc. etc.). Posso te dizer da minha experiência: Tanto Istambul quanto a Capadócia (locais onde estivemos), estão relativamente longe dessas regiões de conflito. São locais preparados para o turismo e não senti nenhuma apreensão no período em que estive lá (maio de 2014…e já tinha guerra no Iraque!)…e olha que teve uma episódio bem complicado na nossa estadia, de explosão de uma mina com morte de vários trabalhadores turcos, o que causou uma certa revolta e luto no país…então se a sua ideia e ficar nesses lugares mais turísticos (e não se aventurar pela fronteira com o Iraque 😛 ) provavelmente você não terá problemas e será bem recebida! Volte depois para contar da sua viagem! 😉 Bjos

  2. Olá, irei à Turquia se Deus quis e, em outubro, meu vôo, fará conexão em casa Blanca. Depois Istanbul r finalmente irei Turquia. Estou confusa como funciona a conexão, r onde ficam as bagagens. Pode ajudar. Obrigada.

    1. Oi Marisa! Normalmente conexão envolve troca de aeronaves, mas na grande maioria da vezes a bagagem vai direto para o destino final, vc não precisa retirar. Contudo, confirme com a sua Cia Aérea. Caso esteja insegura, algumas empresas oferecem serviço de ajuda para conexões, pergunte na hora do embarque. Espero ter ajudado! Boa viagem 😘

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