Istambul- Onde ficar? Quanto tempo? Qual é a moeda? E mais dúvidas existenciais…


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Como falei no outro post, Istambul é uma cidade GIGANTE, repleta de atrações para todos os gostos e bolsos. Então uma viagem à cidade pode deixar os marinheiros de primeira viagem meio perdidos, então vamos começar do começo! 😛

Ps. Cidade Gigante, alerta de post gigante! 😛 😀

Moeda

A Moeda utilizada na Turquia é a Lira Turca (viva!!!). O motivo da empolgação  é obvio: significa que a Turquia é um país mais barato do que o seus companheiros europeus que aderiram ao Euro. \o/

Mesmo sendo relativamente adepta da teoria do “quem converte, não se diverte”, a verdade é que o meu bolso, infelizmente, precisa saber o tamanho do “pênalti” que irá sofrer, então gosto de ter mais ou menos a ideia de quanto aquilo seria no meu mundo real (leia-se Brasil).

A final de contas, amamos o nosso rico dinheirinho! :)
A final de contas, amamos o nosso rico dinheirinho! 🙂

Quando estivemos por lá, a conversão da Lira para o Real era quase parelha, ou seja, 1 Lira Turca significava aproximadamente o mesmo que 1 Real.

Mas não leve Real não (não vi nenhuma casa de câmbio que trocava Real…era só para ter uma ideia mesmo)!! Leve Euro ou Dólar para trocar!

Na época, o lugar que conseguimos o melhor valor pelo câmbio Dólar/Euro- Lira Turca, acreditem, foi no Grande Bazar. #ficaadica

Onde ficar?

Para mim esse é um dos pontos mais importante para quem vai à Istambul. Tem hospedagem para todos os bolsos e gostos. Desde o Four Seasons Instanbul, à beira do Bósforo e com um Spa premiado, até Hostels com quartos compartilhados, que transformam a viagem em algo bem mais viável para nós mortais.

Optamos por ficar em Sultanahmet, um dos bairro mais antigos da cidade e onde está localizado os principais pontos turísticos, como a Mesquita Azul, a Aya Sofia, as Cisternas da Basílica e o Palácio Topkapi. Pode parecer meio turistóide a primeira vista, mas se você gosta de fazer o máximo de coisas possível a pé (meu caso), SUPER recomendo.

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Como estávamos em Lua de Mel acabei “escolhendo” um hotel. E digo entre aspas, porque usei, pela primeira vez, o hotwire.com.

O que é o hotwire? O hotwire é um site em que você compra a sua estadia no “escuro”, ou seja, sem saber qual é o Hotel, somente o valor que irá pagar por ele. Eles informam apenas a localização aproximada e o número de estrelas (esse número de estrelas, é o que o Hotel informa então é SUPER relativo).

A vantagem do sistema é que o preço da diária é (para ser) bem mais baixo do que a tarifa operada em balcão. A moral, segundo o site, é que esses hotéis por vezes, ficam com quartos vazios, mas não podem ofertar ao grande público por valores muito reduzidos para não “melindrar” aqueles que pagam a tarifa cheia. Então a solução é só informar de que Hotel se trata a promoção quando efetivar a compra. 😉 

Há outros sites no mercado que fazem o mesmo tipo de serviço. Alguns você mesmo dá uma “lance” pelo quarto, ou seja, diz o quanto você está disposto a pagar e ele tenta localizar um hotel que aceite aquele valor.

Mas em ambos os sistemas não tem como ficar arrependido! Se ele achar o hotel, debita o valor do seu cartão e não pode mais desistir da reserva, mesmo que você não goste do Hotel escolhido.

No nosso caso, acabamos ficando no Hotel Arena, que era bem localizado como queríamos.

Ruas de Sultanahamet
Ruas de Sultanahamet

Mas, como tudo na vida de um brasileiro, tinha uma pegadinha. O nosso quarto por Hotwire ficava no que seria o sótão do hotel. Como resultado, o teto (que no caso era o telhado) ficava muito baixo, e você tinha que cuidar em certos pontos para não bater a cabeça. Além da janela ser minuscula e sem cortina (resolvemos isso com uma camiseta-cortina 😛 ).

Me sentindo alta!
Me sentindo alta!

Mas o problema maior era o banheiro: O chuveiro ficava nessa parte mais baixa do telhado, então você tinha que tomar banho sentado!!! :O

Isso!
Isso!

Mas fora isso o café da manhã era bom, a cama confortável, o quarto limpo (importante) e tinha um bom tamanho pros meus padrões de hotel (que não são muito altos 😀 ). Os funcionários eram bastante atenciosos. Eles tinham um spa no hotel, mas não testei.

Na volta da Capadócia acabamos ficando um dia a mais nesse hotel, dessa vez num quarto “normal”,  o “Economic room”. Ele era um pouco menor do que esse do sótão, mas não tínhamos o problema do “banho sentado” e de bater a cabeça no teto. 😀 Contudo, o banheiro apresentou problemas e final de viagem a paciência está sempre mais curta…sabe como é…

Pegadinha!!! Não sei porque, a moeda na Turquia é a Lira Turca, mas os hotéis “cobram” em Euro. o.O  Então tome cuidado quando for reservar ou mesmo jantar ou pedir algo no room service, pois os valores que você estará vendo no cardápio podem estar em Euro, o que, nós sabemos, faz uma graaaande diferença para nossos bolsos tupiniquins! 😛

Quanto tempo?

Ficamos sete dias na cidade e conseguimos fazer bastante coisa, em um ritmo ora relax, ora agitado, mas vendo coisas novas todos os dias. Considero esse o tempo ideal para “sentir” a cidade.

Contudo, refletindo sobre a nossa viagem, teria feito o roteiro com um dia a menos em Istambul e um dia a mais na Capadócia, porque eu costumo gostar mais do “interior” dos países, do que de grandes cidades.

Dá para ficar menos tempos? Dá, claro que dá, mas a viagem vai ser meio corrida, pois tudo é grande e cheio de gente em Istambul e leva tempo (e condicionamento físico) para visitar as atrações. Então, necessariamente alguns pontos turísticos vão ficar de fora, porque ninguém é de ferro.

Dá para fica mais? Claro que dá! Mesmo ficando 7 dias na cidade, alguns pontos turísticos acabaram ficando de fora, o que não teria ocorrido se ficássemos mais tempo na cidade.

A questão do barulho e do trânsito em Istambul…

Vi no Trip Advisor algumas reclamações de pessoas em relação ao barulho em Sultanahmet, em especial no nosso hotel. Explico! Acontece que em Istambul de modo geral há MUITAS mesquitas. E os muçulmanos são “chamados” para reza 5 vezes ao dia.

E por chamados para reza entenda como um alto falante “berrando” a oração por alguns minutos nessas cinco vezes ao dia. Antigamente era uma pessoa que fazia isso do alto dos minaretes, hoje são sistemas de som (viva a modernidade!). Só que as vezes a primeira reza do dia pode ser às 5 da manhã… 😀

Minha modesta opinião: Na boa, se você vai ter problemas com isso, Istambul não é a sua cidade! Para mim, faz parte do charme…

O segundo ponto é o trânsito!

De fato, Istambul tem todos os problemas que uma cidade grande tem com o trânsito, em especial nos horários de pico. Então saia com bastante antecedência para o aeroporto, especialmente. Tivemos um imprevisto de uma van que não passou no horário e quase perdemos o vôo de volta, mesmo com certa antecedência. #tenso

Fora isso, a cidade é bem servida de trans, barcos, funiculares, ônibus, táxis, etc. As ruas são bem estreitas, em especial na parte histórica, o que aliado ao trânsito pesado, faz com que eu não recomende alugar carro.

8 comentários sobre “Istambul- Onde ficar? Quanto tempo? Qual é a moeda? E mais dúvidas existenciais…

  1. Pingback: O Grande Bazar – Guia prático de como sobreviver (e negociar) | Carol na Web

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    1. Oi Adriana! Que bom que você está gostando! 🙂
      Quanto ao transfer, na chegada solicitamos o que o Hotel oferecia e deu tudo certo. O único problema é que eles cobram em Euro, então saiu bem carinho… entorno de uns 50 euros.
      Na volta contratamos um transfer em uma agência de turismo na rua do próprio hotel, que passava em diversos hotéis, num horário determinado e era mais barato, algo entorno de 20 euros…ocorre que o nosso acabou atrasando e foi meio tenso…quase perdemos o voo de volta para casa. A moça da agência queria devolver o dinheiro…mas como isso não resolvi o problema, acabamos nos sujeitando ao transfer mais tarde mesmo.
      Depois vi outros relatos de viajantes com problema parecido.

      Se for com tempo de sobra, acho que vale a pena esses transfers alternativos. Senão, combine com o Hotel que é mais garantido.
      Ah! E Istambul tem dois aeroportos: um no lado Ocidental (o Atartük) e outro no lado Oriental (o Sabiha). Os trasnfers para o aeroporto de Sabiha (onde costumam chegar as low cost) são bem mais caros, pois ele é longe do centro turístico.

      Espero ter ajudado.

      Bjos

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  4. Priscila Franceschi

    Precisa de visto para Turquia??? E depois irei a Grécia…precisa de visto ou vacina de febre amarela???

    1. Oi Priscila! No caso da Turquia, via regra o visto é concedido na entrada; não precisa solicitar com antecedência. Isso era o que estava valendo quando fomos. Contudo, você deve ter acompanhado as recentes instabilidades políticas no país e o cerceamento da liberdade de imprensa, então sugiro que você confirme em algum blog de viajante que esteve no país nos últimos meses, para informações bem atualizadas. Acredito que eles não tenham modificado nada em relação ao turismo, pois é uma fonte de renda muito grande para o país e que já vem sofrendo bastante nos últimos tempos. Para a Grécia, pelo que sei, continua a mesma regra do restante da Europa, pois ela pertence a zona do euro. O que deve estar mais rigoroso é o controle de entrada de estrangeiros, tendo em vista a onda migratória. Quanto à vacina para febre amarela, eu tenho e sempre levo o comprovante, mas nunca me pediram (com exceção de países da Ásia, América Central e África que são bem mais rigorosos). Mas não sei dizer se é obrigatório. Dá uma olhada no http://www.viajenaviagem.com.br que eles sempre tem informações atualizadas sobre a questão. Depois volte aqui e nos conte da viagem.Beijos

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